Por que a Nova Tradução de Machado de Assis Esgotou em 1 Dia nos EUA

Para nós, leitores brasileiros, não é nenhuma novidade que Machado de Assis é uma de nossas grandes referências na literatura. Acontece que, evidentemente, o mesmo não vale para outros países.

Mas parece que isso está prestes a mudar. Uma nova tradução, lançada recentemente nos Estados Unidos, fez um sucesso estrondoso por lá. Memórias póstumas de Brás Cubas sumiu das prateleiras – inclusive as virtuais – em apenas um dia!

Segundo as informações da Folha de São Paulo, o livro, lançado pelo selo Penguin Classics, teve a versão física esgotada em apenas um dia de venda., A obra chegou a ficar temporariamente fora de estoque na loja virtual da Amazon.

Veja também: toda a obra de Machado de Assis para download grátis

Essa corrida levou “The Posthumous Memoirs of Brás Cubas”, na tradução, ao primeiro lugar no ranking de livros latino-americanos e caribenhos mais vendidos na plataforma. Algum tempo depois, embora tenha caído algumas posições, a obra-prima ainda se encontra entre os primeiros lugares.

Machado de Assis no The New Yorker

machado de assis - memórias póstumas de brás cubas traduzido para o inglês
Capa da versão em inglês de Memórias Póstumas de Brás Cubas

Mas o que levou a esse sucesso repentino? A mesma matéria da Folha comenta sobre um artigo publicados no famoso jornal dos EUA, The New Yorker, onde o escritor Dave Eggers rasga elogios à Machado de Assis e a Memórias Póstumas.

Com o título de “Rediscovering One of the Wittiest Books Ever Written” – “Redescobrindo um dos livros mais inteligentes já escritos”, a crítica de Eggers coloca a obra brasileira no lugar que ela realmente merece.

Confira o trecho inicial, traduzido para o português:

A sagacidade pula séculos e hemisférios. Não junta poeira e, quando bem feito, não envelhece. “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Joaquim Maria Machado de Assis, é um exemplo disso. Há muito esquecido pela maioria, é um dos livros mais espirituosos, divertidos e, portanto, mais vivos e sem idade já escritos.

É uma história de amor – muitas histórias de amor, na verdade – e é uma comédia de classes, costumes e ego, e é uma reflexão sobre uma nação e uma época, e um olhar inflexível sobre a mortalidade, e ao mesmo tempo uma íntima e extática exploração da própria narrativa.


É uma obra-prima cintilante e uma alegria inabalável de ler, mas, por nenhuma boa razão, quase nenhum falante da língua inglesa no século XXI leu (eu li pela primeira vez apenas recentemente, em 2019).

Esse texto também introduz a obra para os leitores de língua inglesa, abrindo a nova versão que tem feito tanto sucesso. Ter sido publicada em um veículo de imprensa de tanto prestígio nos Estados Unidos, como é o caso do The New Yorker, provavelmente explica o interesse imediato do público. Depois de lerem, é claro, eles vão confirmar tudo isso e muito mais!

Para conferir o artigo completo de Dave Eggers no The New Yorker, basta clicar aqui. Esperamos que mais obras-primas da nossa rica literatura sejam também traduzidas para outras línguas.

Afinal, essa riqueza cultural merece ser compartilhada com o mundo! Vida longa a Machado de Assis!

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