O Espadachim de Carvão, de Affonso Solano

Título: O Espadachim de Carvão
Autor: Affonso Solano
Gênero: Fantasia
Páginas: 256
Editora: Leya
Onde comprar: Amazon (grátis p/ assinantes Kindle Unlimited) – SubmarinoSaraiva

Kurgala é um mundo repleto das mais diferentes e exóticas criaturas, raças inteligentes que convivem na guerra e na paz. Sua esperança é que, um dia, os quatro deuses criadores voltem de seus retiros: após disputas entre si. Os Quatro Que São Um teriam se retirado para suas casas, deixando Kurgala e seus habitantes “órfãos” em meio ao caos.

O personagem principal, Adapak, é o filho de um dos deuses. Ele mora na casa de seu pai – uma caverna incrivelmente mágica – até os seus 19 anos, quando assassinos invadem o local sagrado e matam o deus, obrigando o jovem a fugir e conhecer o mundo de perto. O rapaz, de pele totalmente negra como o carvão, conta com suas espadas gêmeas e todo o conhecimento que adquiriu lendo sobre as histórias fantásticas e os seres de Kurgala.

Mesmo assim, por sua falta de contato com o mundo exterior, Adapak passa por diversos apuros devido à sua ingenuidade – ao menos compensada por sua exímia técnica de Espadachim Tibaul. A grande questão do protagonista é descobrir porque os mesmos que assassinaram seu pai o perseguem – e como sempre conseguem achá-lo, onde quer que vá. Enquanto procura seus antigos mentores em busca de ajuda, Adapak precisa escapar dos muitos inimigos que o caçam impiedosamente, sempre mencionando a mesma palavra: Ikibu.

O Espadachim de Carvão: combates, criaturas e enredo intrigante

A fantasia do autor brasileiro Affonso Solano nos traz, como outras obras do gênero, inúmeros nomes a serem memorizados: relíquias mágicas, objetos, continentes, cidades, raças… Ainda assim, a leitura flui com tranquilidade, sem que precisemos voltar atrás para rememorar sobre qual criatura ou artefato se está falando no momento.

É justamente a ocorrência de muitas raças que deixa tudo muito mais interessante: as descrições são de seres de aparência bem pouco convencionais, com diversas pernas e braços, tentáculos e cores diferentes. Um exercício de imaginação que envolve o leitor e contribui para que um universo seja criado em sua mente, proeza digna das boas obras de fantasia .

Da mesma forma, as lutas de Adapak são descritas em detalhes. É possível enxergar perfeitamente cada movimento das espadas e até ouvir os sons das batalhas, tamanho o preciosismo descritivo. Tudo isso casa perfeitamente com a narrativa, que aos poucos desvenda os mistérios da trama e deixa a descoberta derradeira para o final. O Espadachim de Carvão nos prende do início ao fim – por isso, é daqueles livros que acabamos de ler rapidamente e que nos deixam querendo mais!

 

 

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